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Descompressão orbitária: cirurgia para o olho saltado

A descompressão orbitária é a cirurgia que dá mais espaço aos tecidos da órbita para que o olho volte para trás. É o principal tratamento para o olho saltado da orbitopatia de Graves e também pode salvar a visão quando o nervo óptico está comprimido.

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Ilustração da descompressão orbitária

O que é a descompressão orbitária?

Na orbitopatia de Graves, músculos e gordura aumentam dentro de uma cavidade óssea que não cresce — e o olho é empurrado para frente. Na descompressão, o cirurgião remove parte das paredes ósseas da órbita e/ou parte da gordura, criando espaço. Assim, o olho recua para uma posição mais natural e a pressão sobre o nervo óptico diminui.

Quando é indicada?

  • Olho saltado estável que incomoda ou altera a expressão do rosto
  • Córnea exposta, com ardência e risco de úlcera, porque a pálpebra não cobre o olho
  • Compressão do nervo óptico, com piora da visão — nesse caso, com urgência
  • Dor ou sensação de pressão atrás dos olhos

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Como é feita

A cirurgia é feita com anestesia geral, em ambiente hospitalar. Sempre que possível, os acessos são discretos: por dentro da pálpebra inferior, na dobra natural da pálpebra superior ou no canto do olho, de modo que a cicatriz fique pouco visível.

A quantidade de osso e gordura retirada, e quais paredes da órbita são trabalhadas, são planejadas a partir da tomografia e do quanto o olho precisa recuar. Por isso cada cirurgia é individualizada.

Recuperação

  • Inchaço e roxo ao redor dos olhos nas primeiras duas semanas
  • Compressas frias, cabeceira elevada e medicamentos prescritos
  • Evitar esforço físico e abaixar a cabeça nos primeiros dias
  • Retorno às atividades leves em cerca de uma a duas semanas, conforme o caso
  • Consultas de acompanhamento próximas no pós-operatório

Riscos e cuidados

Como toda cirurgia, a descompressão tem riscos, que são explicados em detalhe na consulta. Os mais conhecidos são visão dupla nova ou piora de uma visão dupla existente (que pode precisar de tratamento posterior), alteração de sensibilidade na bochecha, sangramento e assimetria. A perda de visão é rara. O planejamento cuidadoso com exames de imagem ajuda a reduzir esses riscos.

Perguntas frequentes

A cirurgia dói?

Ela é feita sob anestesia geral. No pós-operatório, o desconforto costuma ser controlado com medicamentos comuns, além de compressas frias.

Fica cicatriz?

Sempre que possível, os acessos são feitos por dentro da pálpebra ou em dobras naturais, deixando cicatrizes pouco visíveis.

Operam os dois olhos juntos?

Depende do caso. Quando os dois olhos estão saltados, é comum operar ambos, no mesmo tempo ou em etapas — isso é decidido na consulta.

Quanto o olho volta para trás?

Varia conforme a técnica, a anatomia e o quanto o olho está projetado. Na consulta, com base na tomografia, é possível explicar o que é razoável esperar no seu caso.

Conteúdo informativo, revisado pelo Dr Arthur Mota. Não substitui a consulta médica.

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